FORMAÇÃO DOCENTE E COMPETÊNCIAS DIGITAIS EM ARAQUARI:
O QUE SE VÊ NA REDE E O QUE A TEORIA NOS DIZ
FORMAÇÃO DOCENTE E COMPETÊNCIAS DIGITAIS EM ARAQUARI:
O QUE SE VÊ NA REDE E O QUE A TEORIA NOS DIZ
Elizangela Batisti Borba Desbesell
RESUMO
Este artigo resulta de uma inquietação que carrego há algum tempo, tanto como pesquisador quanto como alguém que convive de perto com a realidade da Rede Municipal de Ensino de Araquari, no norte de Santa Catarina. A integração das tecnologias digitais à educação básica deixou de ser novidade há tempos, mas ainda assim parece não encontrar ressonância nas práticas concretas dos professores da nossa cidade. Partindo dessa constatação, busco aqui articular o que observo no cotidiano das escolas de Araquari com o que a literatura mais recente tem debatido sobre a formação docente no Brasil. O argumento que desenvolvo é simples, mas incômodo: a formação inicial dos professores, especialmente após a instituição da Base Nacional Comum Curricular para a Formação Inicial de Professores (BNC-Formação), foi marcada por uma lógica tecnicista e padronizadora que tirou a autonomia intelectual do educador. Essa lacuna não fica restrita às diretrizes: ela chega às salas de aula de Araquari, mostrando que os professores sentem-se inseguros com as tecnologias, com dificuldade de integrá-las de modo reflexivo e criativo ao cotidiano escolar. Diante desse cenário, defendo que a formação continuada precisa deixar de ser vista como um complemento e passar a ser reconhecida como espaço estratégico em que a autoria docente pode ser reconstruída.
Palavras-chave: Formação Docente. Competências Digitais. Formação Continuada. Rede Municipal de Araquari. Autonomia.
EDIÇÃO: v. 2, n.2, 2026 (Publicação trimestral)
SEÇÃO: Formação Docente
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