RECOMPOSIÇÃO DA APRENDIZAGEM: ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA A ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
RECOMPOSIÇÃO DA APRENDIZAGEM: ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS PARA A ALFABETIZAÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Andreia Aparecida Steinbach
RESUMO
A recomposição da aprendizagem consolidou-se como uma estratégia essencial para minimizar as defasagens educacionais intensificadas nos últimos anos e assegurar o direito de aprender de todos os estudantes. Este artigo apresenta um relato de experiência desenvolvido com 77 estudantes dos 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. Eles participaram do Programa de Recomposição da Aprendizagem em uma escola pública durante os primeiros meses de 2026. O estudo teve como objetivo analisar as estratégias pedagógicas implementadas para favorecer o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e compreensão textual no cenário pós-pandemia da COVID-19. Além disso, buscou discutir os resultados obtidos à luz da literatura e das políticas educacionais vigentes. A pesquisa, de natureza qualitativa e aplicada, fundamentou-se em avaliações diagnósticas, observação sistemática e acompanhamento pedagógico contínuo. As intervenções envolveram leitura guiada, jogos pedagógicos, atividades de consciência fonológica, produção escrita, atendimento individualizado e apoio às famílias. A fundamentação teórica apoia-se nas contribuições de Freire, Vygotsky, Ferreiro, Wallon, Luckesi, Perrenoud, Libâneo, Bossa, Paín e Fonseca. Tais referências são articuladas às orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens. Os resultados evidenciam avanços na alfabetização, no desenvolvimento da autonomia, na participação dos estudantes e na consolidação das habilidades de leitura e escrita. Essa evidência reforça que a recomposição da aprendizagem constitui uma estratégia pedagógica comprometida com a inclusão, a equidade e a garantia do direito à aprendizagem.
Palavras-chave: Recomposição da Aprendizagem. Alfabetização. Avaliação Diagnóstica. BNCC. Cenário pós-pandemia. Equidade Educacional.
EDIÇÃO: v. 2, n.2, 2026 (Publicação trimestral)
SEÇÃO: Relatos de Experiências
REFERÊNCIAS
BOSSA, Nadia A. Dificuldades de aprendizagem: o que são? Como tratá-las? Porto Alegre: Artmed, 2000.
BRASIL. Decreto nº 12.391, de 28 de fevereiro de 2025. Institui o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens na Educação Básica. Brasília, DF, 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
FERNÁNDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre: Artmed, 1991.
FERREIRO, Emilia. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 2001.
FONSECA, Vitor da. Dificuldades de aprendizagem: abordagem neuropsicológica e psicopedagógica. Lisboa: Âncora Editora, 2004.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 2011.
PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1992.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens - entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.
VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 2007.